domingo, 25 de agosto de 2013

Pandora e sua cápsula

A CÁPSULA DO TEMPO
Cápsulas do tempo são famosas, elas aparecem em filmes, livros, revistas, jornais, etc. Sempre tem alguém fazendo uma cápsula, para lembrar como era no passado, para deixar um recado para as gerações futuras, por pura brincadeira. Não importa!
Segundo o Wikipédia a dois tipos de cápsulas do tempo, intencionais e não intencionais. “Cápsulas do tempo intencionais são aquelas colocadas de propósito e são normalmente destinadas a serem abertas ou acessadas em uma determinada data futura. Cápsulas do tempo não intencionais são geralmente de natureza arqueológica (como ocorrido em Pompéia quando a erupção do vulcão Vesúvio provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou toda a cidade e a tornou oculta por 1600 anos). Achados de grande importância cultural são freqüentemente encontrados em escavações arqueológicas no mundo todo.”
A CAIXA DE PANDORA
A caixa de Pandora é um mito grego. Bem simples: Na casa de Zeus haviam duas jarras, uma continha os bens, outra os males. Então, Zeus criou a mulher e lhe deu o nome de Pandora. Depois ele entregou a jarra com os males a ela e falou para nunca abri-la.
Na verdade Zeus queria se vingar de Prometeu (deixá-lo amarrado a uma rocha por uma eternidade onde todo dia uma águia comia seu fígado que regenerava não era suficiente), por ele ter entregado o fogo a humanidade.
Zeus colocou Pandora na terra, e essa, curiosa, abriu a caixa soltando todas as desgraças, no desespero Pandora fechou a caixa antes que a esperança pudesse sair. (o que a esperança estava fazendo dentro dessa caixa eu não sei).
Pandora é introdutora dos males (ou seria Zeus?), mas, desde a abertura da caixa a humanidade tem que lutar para melhorar suas condições, pois, sempre irá enfrentar adversidades.

A CÁPSULA DE PANDORA

A minha cápsula do tempo não foi intencional, desde pequena tenho mania de guardar tudo que acho interessante como lembrança. Papéis de carta, cartões, presentinhos, convites e páginas de tantos diários destruídos. Um dia peguei um monte de retalho de tecido da minha mãe e colei numa caixinha de sapato, e lá comecei a guardar essas coisinhas.
Ela se tornou uma verdadeira cápsula do tempo. Fiquei alguns anos sem abri-la, me casei, me mudei, e a caixa ficou dentro de uma maior, junto com álbuns de fotografia e um monte de bugigangas.
Passei por problemas de saúde, por perdas, e um dia me vi em um psiquiatra tratando de depressão. Foi quando percebi que, muito dos males que eu tinha foram gerados lá atrás, na infância, na adolescência. Eu precisava da caixa, minha cápsula do tempo. Ela continha os males, todos eles, mas, sabia que lá dentro ainda estava trancada a esperança.


Um comentário:

  1. Diferente do que dizia o Arquivo X ["A verdade está lá fora"], a sua está aí dentro da sua caixa.
    Parece que tudo mudou quando as circunstâncias mudam, na verdade, as provas são quase sempre as mesmas, nós é que vamos ficando cada dia, um pouco diferentes.

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